Convidado para falar na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (25/6), o jornalista Glenn Greenwald ficou incomodado após o deputado federal José Medeiros (Podemos-MS), se referir ao seu marido, o deputado David Miranda (PSol -RJ), como “parceiro sexual”.

Deputado José Medeiros (Pode-MT), durante audiência na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Greenwald lembrou ao deputado que homofobia é crime, e que ele é casado, no Brasil e nos Estados Unidos com David, há 15 anos, e que tem dois filhos com o brasileiro.

“Gostaria de lembrar ao deputado que o Supremo Tribunal Federal acabou de tornar crime a homofobia, e não é primeira vez que o deputado se refere à minha vida sexual, o que eu acho um pouco estranho e que deve ser examinado. Meu marido é meu marido, independente de qualquer desejo, se você está pensando sobre sexo, sobre nossa vida sexual. Vamos discutir o assunto que viemos tratar aqui”, respondeu Greenwald.

Chamado para falar sobre a divulgação de conversas pelo celular atribuídas a Sérgio Moro e a procuradores da Operação Lava-Jato, o jornalista ainda foi acusado por José Medeiros de “crime de receptação de material roubado”, sustentando a narrativa criado pelo ex-juiz Sérgio Moro, de um suposto ataque de hackers.

Os parlamentares que participavam da sessão também reagiram e chamaram Medeiros de “homofóbico”. O presidente da Comissão, Helder Salomão (PT-ES), pediu a exclusão do termo “parceiro sexual” da ata da audiência e, após outro questionamento sobre a vida sexual do jornalista, se irritou e avisou que o deputado estava faltando com o decoro.

Nem Lula Livre, Nem Lula na Cadeia

Quando questionado sobre a inocência ou culpa de Lula, Glenn disse não defender nem “Lula livre” nem “Lula na cadeia”, mas uma “imprensa livre”. “O caso do Lula, acho que em um processo justo, tem que ter um juiz imparcial. Nao sei se ele é inocente, mas o processo não foi justo, quebraram as regras”, avaliou.

Com informações do Correio Braziliense

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