Uma pesquisa realizada pelo coletivo #VoteLGBT e a iniciativa Rua Livre, com apoio da Ben & Jerry’s, mostrou que 80% das pessoas entrevistadas viram algum ato de agressão sexual durante a festa de carnaval deste ano. A pesquisa reuniu dados de 1.170 foliões na cidade de São Paulo — entre homens e mulheres cis e trans, gays e héteros.

Entre os tipos de violência listadas, apareceram beijos forçados, corpos sendo tocados sem consentimento, abuso sexual, agressão verbal e física.

De acordo com o estudo, enquanto 3% dos homens cis heterossexuais sofreram, por exemplo, com beijos forçados, o número pula para cerca de 18% entre homens gays, 20% entre mulheres heterossexuais cisgênero e 24% entre mulheres LBT. Pessoas transexuais têm o pior índice. Entre elas, a taxa vai a 33%. Uma ocorrência 10 vezes maior do que um homem não LGBT, por exemplo.

Os dados da pesquisa precisam ser estudados com cuidado, pois a conclusão que se chega é que o assédio sexual é causado pelo machismo, mesmo que diga-se que homens assediam outros homens, as pesquisas sobre violência contra mulher provam que as mulheres tiveram mais situações de violência, comparando com o sexo oposto.

Outro ponto que explicita a questão do machismo é a forma com que homens gays paqueram, como se mostrassem o poder ao conquistar o outro pela força, herança de uma cultura que privilegia e premia o homem conquistador, predador.

Para a jornalista Nana Queiroz, “enquanto a sociedade “desumanizar” as pessoas, por meio do preconceito, maior serão as taxas de assédio contra elas. Por isso, transexuais tornaram-se as principais vítimas de violência física e assassinato entre todo o espectro da identidade sexual no Brasil. Elas também figuram entre as que mais sofrem paqueras invasivas”.

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