Em março trouxemos uma lista com 10 casais de lésbicas poderosas que fizeram história juntas, enfatizando a necessidade de se mostrar figuras importantes que fizeram das suas vidas, uma luta contra a invisibilidade e a intolerância, muitas delas, em um período onde a homossexualidade feminina nem era concebida.

Desta vez, continuamos com a apresentação de casais de lésbicas, mas que entraram pra história através da arte! Simplesmente uma das mais poderosas formas de expressação e transformação social. Confira a lista:

Edith Anna Somerville e Violet Florence Martin (1887-1915)

A romancista irlandesa Edith co-escreveu quatorze histórias e romances com sua companheira Violet, que usava o pseudônimo de “Martin Ross”. Os títulos mais populares foram The Real Charlotte e The Experiences of Irish R.M.

Mesmo inconsolável com a morte da companheira, Edith continuou escrevendo utilizando o nome das duas, convencida de que elas estavam se comunicando através de sessões espiritistas.

Ethel Mars e Maud Hunt Squire (1894-1954)

Após de conhecerem na Academia de Arte de Cincinnati, na década de 1890, as artistas norte-americanas ficaram juntas por 60 anos, morando na França e Provincetown, Massachusetts.

Maud era conhecida por suas ilustrações de livros e gravuras coloridas e Ethel por sua pintura, gravuras e desenhos em madeira. Elas colaboraram em projetos, como na ilustração do lendário livro infantil Child’s Garden of Verses (O Jardim de Versos da Criança).

Fannie Johnston e Mattie Edwards Hewitt (1901-1917)

As fotógrafas Fannie e Mattie se conheceram na Exposição Pan-Americana de 1901 na cidade de Buffalo, em Nova York. Fannie foi pioneira em seu campo como uma das fotógrafas mais bem-sucedidas da América, e Mattie trabalhava como assistente de seu marido, também fotógrafo, de quem se divorciou oficialmente em 1909.

Depois de oito anos de um caso de amor intenso com Fannie, ela decidiu partir com a companheira para Nova York, onde abriram um estúdio de fotografia arquitetônica. As duas ainda foram encarregadas de fotografar edifícios históricos, como a Catedral de São João – O Divino e o Hotel Manhattan.

Gertrude Stein e Alice B. Toklas (1907-1946)

Um dos mais respeitados casais lésbicos de todos os tempos, Gertrude Stein foi uma romancista, dramaturga e poeta americana com um estilo não convencional e uma colecionadora de arte modernista. Ela conheceu Alice em Paris, e se apaixonou de imediato.

Em 1910, elas abriram um salão em sua casa na 27 rue de Fleurus, que hoje é conhecido como um dos pontos de encontro mais influentes na história das artes e literatura, recebendo convidados, como Pablo Picasso, Ernest Hemmingway, James Joyce e as artistas Ethel Marte e Maud Hunt-Squire.

As duas permaneceram juntas até a morte de Gertrude em 1946.

Ethel Williams e Ethel Waters (1910-1920)

Ethel Waters era uma cantora popular de blues e Ethel Williams, uma dançarina sensacional. As duas se conheceram no Teatro Alhambra no Harlem e logo se apaixonaram. Waters conseguiu que Williams trabalhasse no mesmo cabaré que ela.

Moraram no Harlem e estiveram juntas na primeira turnê nacional de Waters. Na época, seu agente na Black Swan Records chegou a dizer que havia um contrato que a proibia de se casar, para dispersar as perguntas sobre a falta de um parceiro.

Dorothy Arzner e Marion Morgan (1927-1971)

Dorothy Arzner foi das poucas diretoras de cinema bem-sucedida da época de ouro de Hollywood. Ela conheceu Marion, uma dançarina e coreógrafa que conduzia sua própria trupe, no set do filme Fashions for Women (1927).

Elas trabalharam em vários filmes e em 1930, contrataram o arquiteto W.C. Tanner para construir seu lar, casa que teve os jardins projetados por Florence Yoch. Viveram juntas por 40 anos, até a morte de Marion em 1971.

Elizabeth Bishop e Lota de Macedo Soares (1951-1965)

Quando Bishop chegou em Santos, em novembro de 1951, ela já era uma das mais importantes poetas norte-americana, e após de hospedar na casa da arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares, se apaixonaram e passaram a viver juntas por quase duas décadas.

Bishop escreveu alguns de seus melhores poemas no Brasil e traduziu as obras de João Cabral de Melo Neto e Carlos Drummond de Andrade. Também manteve extensa correspondência, especialmente com seu velho amigo, o também poeta Robert Lowell.

Lota foi responsável por projetar o grande parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, e a história de amor das duas pode ser conferido na filme de Bruno Barreto, Flores Raras.

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