A vida de Tom of Finland, um dos principais artista a retratar a homossexualidade masculina no século 20, foi registrada no longa metragem de Dome Karukoski e irá representar a Finlândia no Oscar 2018.

A realização do filme foi uma verdadeira odisseia. Com dificuldades para encontrar investidores, os produtores abriram uma campanha de crowdfunding para conseguir o dinheiro necessário, acreditando no poder da comunidade gay mundial.

Ator Pekka Strang, que interpreta Tom, no filme.

O resultado é um filme incrível, com a história inspiradora e excitante do artista que trouxe a sedução e o erotismo do mundo homoerótico para a cultura pop mundial.

O longa narra a participação de Tom, ainda como Touko Valio Laaksoneen, no exército finlandês durante a Segunda Guerra Mundial. E aborda a relação do artista com o proibido e com a vida noturna de um país, onde ser gay era crime.

A construção de uma rede de amizades para uns protegerem os outros, a complacência de algumas esposas, a violência física e psicológica sofrida até a descoberta do amor são elementos presentes no filme. Curioso que ele ainda teve de enfrentar uma grande insegurança até descobrir se o seu trabalho poderia ser considerado arte ou não, apesar de ser rentável.

Outro ponto de destaque sobre Tom – e que pouca gente sabe – é a sua crise com o surgimento da Aids. Ele já era um artista famoso e bem-sucedido nos EUA, mas se sentiu responsável pelas contaminações, porque seus desenhos despertavam o desejo sexual das pessoas, o que teria feito o vírus se espalhar, segundo sua cabeça.

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Ele acaba percebendo que não tem culpa e que começa a se preocupar em como ajudar, decidindo participar ativamente nas organizações responsáveis por arrecadar dinheiro e dar suporte às pessoas soropositivo.

O filme já foi foi proibido em 50 países, o que não impediu de ser reconhecido em seu próprio espaço como a obra a representá-los no Oscar do próximo ano.

Assista ao trailer de Tom of Finland:

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