Por Danilo Motta*.

Nesta quinta-feira (18), chegou aos cinemas brasileiros o longa Me chame pelo seu nome. Dirigido por Luca Guadagnino, o longa narra a aproximação entre o jovem Elio e um acadêmico que está ajudando seu pai em suas pesquisas, Oliver. O longa foi considerado o melhor filme do ano pela Associação dos Críticos de Los Angeles. Se você estava por fora, aqui vai o trailer:

Para ir entrando no clima, separei alguns filmes com com personagens LGBTs que você pode conferir na Netflix mesmo. Aqui vão:

Hoje eu quero voltar sozinho

É o mais votado na lista dos melhores filmes LGBT na Netflix publicada no site Ranker – e não é para menos. O filme nara a aproximação entre dois colegas de escola: Gabriel e Leonardo, que é cedo. O longa trata as muitas questões que permeiam a trama com toda a sensibilidade que o assunto merece.

Cuatro lunas 

Este filme mexicano conta quatro histórias sobre diferentes fases da sexualidade. Em ‘lua nova’, um menino apaixonado pelo seu priminho. Em ‘lua crescente’, dois colegas de pré-vestibular. Em ‘lua cheia’, um casal enfrenta um turbulento término de casamento. Em ‘lua minguante’, um idoso resolve dar vazão à homossexualidade reprimida ao longo de toda a vida. Morri de raiva em dois dos quatro finais – só não vou dizer quais! 😉

Moonlight 

O vencedor de três Oscar na premiação de 2017 – incluindo o de melhor filme – é de fato imperdível. Pobreza e violência são alguns dos temas que permeiam a descoberta da sexualidade de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade de Miami.

Somente elas 

Violência contra mulher, Aids e homossexualidade são temas que permeiam uma história de parceria e amizade entre três mulheres que resolvem cair na estrada. Whoopi Goldberg, como sempre, maravilhosa.

King Cobra

O filme narra os bastidores da indústria pornográfica e a disputa entre produtores. Para além das inúmeras cenas de fortões seminus, há uma história até mesmo interessante. Não é um dos meus preferidos.

Paris is burning

Um clássico que todo mundo deveria ver! O documentário mostra a realidade das drags da periferia de Nova York. O filme mostra as competições artísticas e a luta cotidiana face ao preconceito.

Versos de um crime 

Aqui estamos falando da geração beatnik. Arte, poesia, jazz e experimentações são elementos cruciais na aproximação entre dois jovens artistas.

Handsome devil

Esse é mega bonitinho. Fala sobre a descoberta de dois rapazes, que acabam desenvolvendo uma amizade improvável na escola. Como pano de fundo, homofobia nas salas de aula e no esporte.

Those people

Conta a história de dois amigos que se dividem entre suas artes e um triângulo amoroso. Bastante mediano.

The 10 year plan 

Também é bem mediano, até meio clichê na verdade. São dois amigos que combinam que, se em 10 anos ainda estiverem solteiros, irão ficar juntos. Tudo muito previsível.

Queda livre

Este filme alemão é maravilhoso. Conta a história de amor entre dois policiais, com toda homofobia – internalizada, inclusive – e resistência que permeiam este caso. Vale muito a pena!

Beira mar 

Novamente, aqui, temos a descoberta da sexualidade de dois jovens amigos. Martin precisa ir ao litoral gaúcho pegar uns documentos para o seu pai, e seu amigo Tomaz o acompanha.

Hurricane Bianca

O filme se baseia na realidade de professores LGBTs que são afastados de seus empregos por conta de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Como um todo, o filme é interessante, mas só ganha fôlego quando Richard Martinez “vira” Bianca del Rio.

4th man out 

Terrível! Só passei raiva vendo este filme. Conta a história de quatro amigos no momento em que um deles resolve sair do armário para os demais, que são heterossexuais. A partir daí é uma enxurrada de piadas de mau gosto que são muito timidamente contestadas. Em outras palavras: a homofobia corre solta, quase sem um contraponto.

E aí, o que acharam da lista? Comenta quais filmes desses vocês gostaram e se tiver algum que ficou de fora, deixa também nos comentários.


*Danilo Motta é jornalista e mestre em Literatura pela UFF. Nascido na serra fluminense, hoje vive em São Paulo.

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