Em janeiro chega ao Brasil 120 Batimentos Por Minuto, filme premiado no Festival de Cannes do diretor Robin Campillo (Eles Voltaram e Meninos do Oriente), que narra a epidemia da Aids no início dos anos 90 na França.

O longa levou o Grande Prêmio do Júri e da Crítica, e marca o retorno do diretor depois de um hiato de quatro anos, ao apresentar a história do ACT UP, grupo francês que, nos anos 1990, ficou conhecido por promover ações não-violentas em defesa da prevenção e do tratamento em relação a AIDS.

Usando sua própria experiência para compor a trama, Campillo entrega mais do que um filme institucional sobre a organização, ele investe firme no cinema ativista para compor um amplo painel do cenário homossexual da época, com seus prazeres, riscos e preconceitos.

Bastante didático o filme traça um panorama não apenas sobre o grupo, mas também seus principais expoentes. Cada um deles representa uma vertente deste momento em particular, onde é preciso não apenas batalhar por mais ação junto ao poder público e as empresas farmacêuticas, mas também sobreviver.

Ao mesmo tempo em que é preciso tratar conceitualmente do combate a AIDS, é também necessário ter a humanidade necessária para apoiar e confortar os infectados. A chave de tal dualidade, num misto preciso e doloroso de fatalismo e esperança, é dita por um dos personagens principais: “estamos todos mortos e vivos”.

O filme conta ainda com Arnaud Valois como ‘Nathan’, e Nahuel Pérez Biscayart, como ‘Sean’; e estreia em 4 de janeiro no Brasil. Assista ao trailer de 120 Batimentos Por Minuto:


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